A década de 60 foi marcante para a torcida afeana. A equipe, com pouco mais de 10 anos de fundação, atraía os olhares de todo o país, por conta de sua evolução meteórica no cenário futebolístico de São Paulo.

E em 1967 o time da Estrada de Ferro conquistava o título de Campeã do Interior, cujo troféu era um oferecimento do Jornal Folha de São Paulo à equipe interiorana de melhor campanha no Campeonato Paulista da Primeira Divisão. Até então, o titular da lateral direita era o zagueiro improvisado Belluomini.

No início de 1968, Baiano chegou a Araraquara para uma avaliação, vindo do São José E. C., como indicação do então treinador Diede Lameiro. De imediato foi aprovado por toda a comissão técnica da equipe. O que chamava a atenção naquele voluntarioso jogador era seu poderio ofensivo.

Era uma época em que os laterais não ultrapassavam a linha do meio campo, e tinha quase que a exclusiva finalidade de conter as investidas dos pontas adversários. Baiano conseguia conciliar a marcação, quando seu time estava sem a posse de bola, e o ataque pela lateral do campo. Seu invejável preparo físico lhe dava todas as condições de executar as duas funções durante as partidas. É por isso que Baiano é considerado por muitos torcedores afeanos um lateral acima do seu tempo, pois já fazia o que demorou mais de duas décadas para se tornar algo comum entre os jogadores desta posição.

Ainda fez parte da equipe que conquistou o bi e o tri-campenato do interior, dando à Ferroviária a posse definitiva do Troféu “Folha de São Paulo” em 1969, além de integrar a equipe que conquistou a Taça dos Invictos de 1971. Também jogou no Comercial F. C. de Ribeirão Preto, Bangu A. C. (RJ) e A. A. Francana, antes de encerrar a carreira.

Faleceu no dia 15 de Abril de 2001, por falência múltipla de órgãos, em São José dos Campos, sua cidade natal. Baiano, o lateral que avançava no campo e no tempo, deixou seu nome eternizado na lembrança daqueles que viveram a melhor época da história da Associação Ferroviária de Esportes.