Contratado junto ao Apucarana, do Paraná, em 1967, Carlos Alberto Alimari participou das campanhas que culminaram com a conquista do Tri-Campeonato do Interior pela Ferroviária em 1967, 1968 e 1969.

Também fez parte da delegação afeana que excursionou pala América Central e Caribe no ano de 1968. Goleiro de porte físico avantajado, Carlos Alberto tinha como principal característica a imponência e a boa colocação diante dos atacantes adversários.

No chamado “Paulistinha” de 1971, torneio classificatório para o Campeonato Paulista de 1972, a equipe grená conquistaria a Taça dos Invictos, instituída em 1939, pelo jornalista Tomaz Mazzoni de “A Gazeta Esportiva”.

Um dia após a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo, em Ribeirão Preto, partida correspondente ao terceiro jogo de uma série de 14 jogos sem derrotas, alguns jogadores, entre eles, Carlos Alberto, foram participar de uma pescaria às margens do Rio Mogi-Guaçu, para comemorar a conquista do primeiro turno do torneio e Carlos Alberto era o goleiro menos vazado do campeonato, até então.

O que realmente aconteceu naquele dia, permanece um mistério até os dias de hoje. O que se sabe é que Carlos Alberto caiu no rio. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, às 23 horas do dia 13 de outubro de 1971, pelo Corpo de Bombeiros, preso a alguns galhos, no fundo do rio.

O fato comoveu a cidade. Jogador querido e respeitado, seu velório foi realizado na antiga sede da AFE, na avenida Duque de Caxias, e atraiu milhares de torcedores e admiradores. O sepultamento ocorreu na cidade de São Paulo.

O goleiro, que por tantas vezes honrou a camisa grená, deixou a vida prematuramente, para entrar para história como um dos jogadores mais vitoriosos de toda a trajetória da Ferroviária.